Pesquisador da Uefs integra equipe que encontrou evidências de exoplaneta

Um grupo de astrônomos brasileiros encontrou as primeiras evidências da existência de um exoplaneta ao redor de um sistema binário mais velho ou evoluído, em que uma das duas estrelas está morta. O estudo foi publicado em The Astronomical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia. Participaram da pesquisa Marildo G. Pereira (professor do Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Leonardo A. Almeida (ex-estudante de Física da Uefs e atualmente pós-doutorando no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Leandro de Almeida, Augusto Damineli, Claudia V. Rodrigues, Matthieu Castro, Carlos E. F. Lopes, Francisco Jablonski e José D. do Nascimento Jr.

Os pesquisadores encontraram sinais da existência de um exoplaneta em um sistema binário evoluído nomeado KIC10544976, localizado na constelação do Cisne, no hemisfério celeste norte, por meio da análise de diferentes pistas. Uma delas foi o efeito da variação do instante do eclipse. O fenômeno é caracterizado pela precisão do tempo em que ocorrem os eclipses das duas estrelas que formam um sistema binário ao passar uma na frente da outra. Uma variação nesse tempo de ocorrência de eclipses, chamado período orbital, é forte indicador da existência de um planeta ao redor de estrelas.

Esse sistema binário (KIC10544976) é composto por uma anã branca – a estrela morta, menor e com brilho alto (alta emissão de energia por unidade de tempo) devido à sua temperatura superficial elevada – e uma anã vermelha – a estrela viva, com massa pequena em comparação à do Sol e baixa luminosidade (baixa emissão de energia por unidade de tempo). As duas estrelas foram monitoradas por telescópios terrestres entre 2005 e 2017 e pelo satélite Kepler entre 2009 e 2013, que geraram dados minuto a minuto.

Segundo professor doutor Marildo Pereira, destes planetas descobertos, em sua maioria girando em torno de uma única estrela, alguns foram achados exoticamente orbitando ao redor de duas estrelas. E foram motivados pelo caráter peculiar destes sistemas planetários em estrelas binárias. Ele conta que em uma madrugada de 2013, juntamente com o pesquisador doutor Leonardo Almeida garimpando o banco de dados do Satélite Espacial Kepler (da agência espacial norte-americana NASA) se depararam com um interessante par de estrelas.

A confirmação de que se trata de um planeta de primeira ou segunda geração e a sua detecção direta ao redor desse sistema poderão ocorrer quando entrar em operação a nova geração de telescópios gigantes com espelhos primários maiores do que 20 metros. Entre eles, o Telescópio Gigante Magalhães (GMT, em inglês), no deserto do Atacama, no Chile, previsto para coletar sua primeira luz em 2024.

O artigo na íntegra pode ser acessado AQUI

*Com informações da Agência FAPESP
ASCOM UEFS

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