Núcleo Saber Down desenvolve pesquisas multidisciplinares

Vitória da Conquista possui cerca de 400 mil habitantes, desses, aproximadamente 500 tem Síndrome de Down (SD). Na Bahia, esse número chega a 20 mil e, em todo Brasil, em média, 265 mil brasileiros vivem com SD, de acordo com o Núcleo de Pesquisas e Estudos em Síndrome de Down da Uesb, o Saber Down. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o número de pessoas com SD, em todo o planeta, é de 10%. Os números mostram a importância do desenvolvimento de pesquisas sobre essa condição humana geneticamente determinada.

Desde 2012, o Núcleo Saber Down desenvolve atividades de pesquisa multidisciplinares em busca de alternativas para promoção da qualidade de vida das pessoas que vivem com Down. Tendo em vista a diversidade das demandas da comunidade em questão, o projeto dialoga com profissionais das áreas de Linguística, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Medicina, Psicologia, Pedagogia, entre outras. A partir da teoria, nascem outras frentes como palestras, minicursos e rodas de conversas, baseadas nas evidências observadas pela equipe no cotidiano.

Segundo a coordenadora do Núcleo, Marian Oliveira, professora do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell), o projeto é um desdobramento de sua tese de doutorado, defendida em 2011. “Eu já idealizava um projeto que pudesse contribuir para a melhoria da qualidade de vida desse segmento da comunidade, através de atividades voltadas para questões educacionais (acesso à escola e aquisição de leitura e escrita), estimulação de fala e motora, desenvolvimento cognitivo, afetivo e social”, conta.

Pesquisas na área – Atualmente, várias pesquisas estão sendo desenvolvidas, tanto no Mestrado em Linguística, quanto na Iniciação Científica. Entre elas, estão a descrição e interpretação de fenômenos fonético-fonológicos, de percepção da fala; e a relação emoção, gesto e prosódia e aquisição de fala, leitura e escrita.

“Em linhas gerais, podemos dizer que, até o momento, contamos com um banco de dados com mais de cinco mil horas de vídeo dos atendimentos realizados; fizemos descrição de aspectos de produção do sistema fonológico do português (vogais, consoantes, acento) e verificamos uma correlação importante entre alterações do trato vocal de pessoas com Down. Verificamos também o impacto de dificuldade de fala, cognição e percepção na aquisição da escrita e leitura”, explica Oliveira.

Os profissionais das áreas citadas ou afins, que se interessarem em contribuir com as pesquisas do Núcleo Saber Down, podem entrar em contato com a equipe pelo telefone (77) 3424-8773 ou pelo e-mail nucleosaberdown@uesb.edu.br.

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